Só a partir deste fato, aconteceu a chegada do "furacão" Francisco, alguém que aos olhos do mundo tem mudado a visão e a história da Igreja Católica contemporânea. Mas nos centrando na renuncia do Papa Ratzinger podemos dizer que sobre esse fato tem se falado muitas coisas. Eu diria que foi um momento evangélico, exemplar, profético, de alguém que se reconhece limitado e, por tanto, humano, jogando por terra a tentativa de santificação que muitos têm em referencia ao Papado e em menor medida a todo consagrado na Igreja.
O ser humano é limitado e como tal deve se reconhecer. Ser humilde é condição para ser discípulo e isso significa estar com os pés na terra, reconhecer as virtudes mas também as limitações que cada um tem. Todos somos importantes, mas ninguém é imprescindível. Só assim se constrói o Reino, com sinais como este de Bento XVI. Evitemos querer perpetuarmos, pensar que só com a gente as coisas podem ir para a frente.
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