martes, 25 de marzo de 2014

Escravas, Anônimos... Gente de Deus

A resposta de Maria ao Anuncio do Anjo tem me levado hoje a refletir sobre nossas atitudes na vida do dia a dia. É uma ideia que está na minha cabeça desde a semana passada em que celebrando a festa de São José li um texto em que falava dele como o patrono dos anônimos. Diante disto me pergunto: será que ainda faz sucesso ser serva, escrava, anônimo, numa sociedade onde todo mundo quer ser o cara, vestir a camisa 10, onde ser protagonista é aspiração principal para a maioria?

Acredito na graça de Deus, mas não num deus que determina a vida de cada pessoa. Quando a pessoa da um fora acredito que Ele não gosta e as coisas não vão para a frente. Ele precisa de nossa colaboração, quer que a gente coloque as mãos na massa, que entre na Dele, mas deixando claro que o protagonista é Ele e que nós só somos atores/atrizes secundários, importantes para que a peça ou o filme faça sucesso, mas sem querer aparecer demais. 

Ai é que a coisa para muita gente não vai... Fazer para não ser reconhecido, dar a vida para maior gloria de Deus... Será que isso vale a pena? A resposta depende de cada pessoa, de mim, de você... Na medida em que entendamos o Mistério de Deus, que entremos em sua dinâmica, vamos compreender que este jeito de ser e viver vale a pena. 

Ser serva, escrava, anônimo, secundário, não é ficar com o que sobra e sim escolha de quem quer viver de um jeito diferente e assim construir o Reino, em qualquer momento histórico, lugar, circunstância... Eu acredito nisso e tento leva-lo para minha vida do dia a dia. Nem sempre consigo, pois às vezes o ego toma conta da minha vida, mas na medida em que aos poucos vou assumindo essa dinâmica como elemento que movimenta minha vida possa dizer que sou mais feliz e me sinto mais perto de Deus, que é a fonte da Felicidade.

jueves, 13 de marzo de 2014

Um ano de Francisco

Já passou um ano e ainda não perdemos a alegria que brotou no primeiro dia, alegria que com o passar do tempo foi crescendo e crescendo. Ninguém esperava tal coisa, mas as consequências tem sido fantásticas, enchendo de vida uma Igreja que estava para baixo. Chegou um Papa do fim do mundo, diferente, espontâneo, sorridente, profético, com poucas palavras e muitos gestos, com palavras claras, que todo mundo entende, até aqueles que se incomodam entendendo. 

Um Papa que não tem medo de encostar nas pessoas, de dar um abraço apertado, um beijo, até naqueles que muitos nem olham na cara. Seu testemunho nos leva a refletir, mas também nos animar a chegar naqueles que o mundo esquece, a nos fazer presentes nas periferias, no meio daqueles que não contam.

Um Papa que prega a pobreza, mas que vive pobremente, que não tem medo de enfrentar as reformas que a Igreja hoje precisa e que desde sua autoridade moral fala para um mundo que também precisa de reformas que possibilitem um novo jeito de relacionamento humano.

São sinais de esperança, de alegria, do Reino, que devemos construir entre todos e todas, pois para Deus cada um é importante, protagonista da história. Vamos lá? 

jueves, 6 de marzo de 2014

Desfrutar com pouca coisa

Hoje fui celebrar missa com a comunidade de Santa Clara e antes de começar estava tirando umas fotos do por de sol, que lá sempre é bonito. Do lado estavam uma crianças brincando de "corrida de cabalo", desfrutando mesmo, se sentindo felizes. O cavalo era simplesmente um pau... Me pediram que eu gravasse sua corrida e tirei uma foto deles...

Isto me levou a pensar e tentar relacionar este fato com o tempo de quaresma que estamos vivendo e procurar aprender deles a necessidade de ser felizes até dar risada com pouco. Na verdade, a prática quaresmal do jejum deve nos levar a isso, a nos desapegar das coisas e descobrir a felicidade nas coisas simples do dia a dia, na companhia dos amigos... 

Numa sociedade onde o fato de ter coisas se tornou para a maioria medida de felicidade, somos desafiados a viver de um jeito diferente e a partir daí assumir os valores do Reino. No final, tempo de quaresma é tempo de fazer escolhas e assim poder entrar na proposta de Deus. Aprendamos com as crianças a ser do jeito de Deus, do jeito do Reino...