martes, 3 de junio de 2014

Sonhos...

Sonhar... se tem alguma coisa da qual a gente não pode abrir mão é dos sonhos, pois quem deixa de sonhar deixa de viver e passa a só sobreviver... Viver em plenitude e que cada ser humano possa viver do mesmo jeito... também na vivencia da fé, tantas vezes sufocada e manipulada.

Sonho com uma Igreja onde Deus seja o protagonista, onde possamos descobrir que Ele nos fala através de cada pessoa, seja homem ou mulher, ministro ordenado ou ministro leigo... onde ninguém queira ocupar o lugar Dele e colocar na cabeça daqueles que com ele celebram que o protagonista é ele e que todos tem que bater palmas para ele...

Sonho com uma Igreja onde a fé seja vivenciada em comunidade, imagem da comunidade Trinitária, Divina, Perfeita... onde o Amor seja o motor, a gasolina que sustenta a caminhada, onde as pessoas sejam valorizadas não pelo lugar que ocupam e sim pelas atitudes que sustentam sua vida, onde ninguém se ache dono de poderes especiais, nem pense que é imprescindível, onde a preocupação fundamental seja plantar Deus na vida dos outros, onde a atitude fundamental seja a doação... onde as estruturas não abafem o espírito divino, onde a utopia do Reino seja alimento vital...

Sonhemos juntos... para construir juntos! Levemos para a vida aquilo que Deus coloca em nossos corações!

sábado, 31 de mayo de 2014

Eu Acredito na Vida


"Eu quero acreditar na vida, ver o sol em cada amanhecer. Ter no rosto um sorriso amigo, acreditar que o sonho é pra valer." Estas palavras, que fazem parte de uma música de Zé Martins, me levam a agradecer a Deus pela vida de Geyse Xavier, de alguém que com 13 anos teve enfrentar uma situação difícil, mas que confiando em Deus e pedindo a intercessão de Nossa Senhora das Graças, conseguiu superar, porque acredita na vida, porque com seu sorriso comunica felicidade e, sobretudo, porque ainda quer fazer realidade tantos e tantos sonhos que passam pela sua cabeça.


Geyse foi mais uma vítima de um sistema que não funciona, que por falta de investimento em coisas básicas, coloca a vida das pessoas em risco ou simplesmente acaba com ela. Isto no país que as estatísticas dizem ser a sexta economia do mundo... Mas no final os pobres não entendem de macroeconomia, de grandes números... Cuidar do que é básico, e não tem nada mais importante do que a vida, é o grande desafio para nossa sociedade, tantas vezes empenhada em disfarçar as coisas e fazer de conta que tudo está ótimo, mas, as aparências enganam...

"Canta comigo, cante esta canção, pois cantando sonharemos juntos para fazer um mundo mais irmão." Fazer um mundo mais irmão, mais justo, mais humano, onde a vida seja colocada acima de tudo. Sonhemos com isso, comprometamos-nos com isso e lutemos para que seja compromisso comum e a Vida encha nosso mundo. 

jueves, 3 de abril de 2014

Como evitar que o povo continue morrendo à mingua?

O Reino de Deus se torna real quando cada pessoa tem as mesmas oportunidades, quando ninguém é mais do que ninguém, quando a preocupação pelo outro, especialmente pelo pequeno, faz parte da vida de cada um. Mas infelizmente estamos longe, às vezes penso que cada vez mais, dessa realidade. Me pergunto, quanto vale a vida de uma pessoa? Porque a falta de investimento público em instrumentos básicos, como é um aparelho de ultrasonografia, provoca dor, sofrimento e ate a morte de pessoas inocentes? 

Não podemos ficar olhando para outro lado diante deste tipo de situações, ainda mais sabendo que não atingem a todo mundo, pois vemos e sabemos que quem tem mais condição não se vê atingido por estas problemáticas, pois sempre tem maiores possibilidades de procurar alternativas.

Sei que é difícil reclamar, cobrar direitos num sistema que leva às pessoas a escolher entre ser livres e poder comer, que fecha a boca de múltiplas formas... Só falta criar consciência para aos poucos, quem sabe quando, as atitudes mudem e em consequência a realidade, o sistema social. Quando a única saída, muitas vezes, é rezar para que as coisas não aconteçam ou Deus resolva é que o sistema está falido.

martes, 25 de marzo de 2014

Escravas, Anônimos... Gente de Deus

A resposta de Maria ao Anuncio do Anjo tem me levado hoje a refletir sobre nossas atitudes na vida do dia a dia. É uma ideia que está na minha cabeça desde a semana passada em que celebrando a festa de São José li um texto em que falava dele como o patrono dos anônimos. Diante disto me pergunto: será que ainda faz sucesso ser serva, escrava, anônimo, numa sociedade onde todo mundo quer ser o cara, vestir a camisa 10, onde ser protagonista é aspiração principal para a maioria?

Acredito na graça de Deus, mas não num deus que determina a vida de cada pessoa. Quando a pessoa da um fora acredito que Ele não gosta e as coisas não vão para a frente. Ele precisa de nossa colaboração, quer que a gente coloque as mãos na massa, que entre na Dele, mas deixando claro que o protagonista é Ele e que nós só somos atores/atrizes secundários, importantes para que a peça ou o filme faça sucesso, mas sem querer aparecer demais. 

Ai é que a coisa para muita gente não vai... Fazer para não ser reconhecido, dar a vida para maior gloria de Deus... Será que isso vale a pena? A resposta depende de cada pessoa, de mim, de você... Na medida em que entendamos o Mistério de Deus, que entremos em sua dinâmica, vamos compreender que este jeito de ser e viver vale a pena. 

Ser serva, escrava, anônimo, secundário, não é ficar com o que sobra e sim escolha de quem quer viver de um jeito diferente e assim construir o Reino, em qualquer momento histórico, lugar, circunstância... Eu acredito nisso e tento leva-lo para minha vida do dia a dia. Nem sempre consigo, pois às vezes o ego toma conta da minha vida, mas na medida em que aos poucos vou assumindo essa dinâmica como elemento que movimenta minha vida possa dizer que sou mais feliz e me sinto mais perto de Deus, que é a fonte da Felicidade.

jueves, 13 de marzo de 2014

Um ano de Francisco

Já passou um ano e ainda não perdemos a alegria que brotou no primeiro dia, alegria que com o passar do tempo foi crescendo e crescendo. Ninguém esperava tal coisa, mas as consequências tem sido fantásticas, enchendo de vida uma Igreja que estava para baixo. Chegou um Papa do fim do mundo, diferente, espontâneo, sorridente, profético, com poucas palavras e muitos gestos, com palavras claras, que todo mundo entende, até aqueles que se incomodam entendendo. 

Um Papa que não tem medo de encostar nas pessoas, de dar um abraço apertado, um beijo, até naqueles que muitos nem olham na cara. Seu testemunho nos leva a refletir, mas também nos animar a chegar naqueles que o mundo esquece, a nos fazer presentes nas periferias, no meio daqueles que não contam.

Um Papa que prega a pobreza, mas que vive pobremente, que não tem medo de enfrentar as reformas que a Igreja hoje precisa e que desde sua autoridade moral fala para um mundo que também precisa de reformas que possibilitem um novo jeito de relacionamento humano.

São sinais de esperança, de alegria, do Reino, que devemos construir entre todos e todas, pois para Deus cada um é importante, protagonista da história. Vamos lá? 

jueves, 6 de marzo de 2014

Desfrutar com pouca coisa

Hoje fui celebrar missa com a comunidade de Santa Clara e antes de começar estava tirando umas fotos do por de sol, que lá sempre é bonito. Do lado estavam uma crianças brincando de "corrida de cabalo", desfrutando mesmo, se sentindo felizes. O cavalo era simplesmente um pau... Me pediram que eu gravasse sua corrida e tirei uma foto deles...

Isto me levou a pensar e tentar relacionar este fato com o tempo de quaresma que estamos vivendo e procurar aprender deles a necessidade de ser felizes até dar risada com pouco. Na verdade, a prática quaresmal do jejum deve nos levar a isso, a nos desapegar das coisas e descobrir a felicidade nas coisas simples do dia a dia, na companhia dos amigos... 

Numa sociedade onde o fato de ter coisas se tornou para a maioria medida de felicidade, somos desafiados a viver de um jeito diferente e a partir daí assumir os valores do Reino. No final, tempo de quaresma é tempo de fazer escolhas e assim poder entrar na proposta de Deus. Aprendamos com as crianças a ser do jeito de Deus, do jeito do Reino...

jueves, 27 de febrero de 2014

Forum da Cidadania: Instrumento Necessario para uma Sociedade Melhor



A punição que os bons sofrem, quando se recusam a agir, é viver sob o governo dos maus”. As palavras do filósofo grego Platão, escritas há mais ou menos 2.400 anos atrás, podem nos servir como ponto de partida para refletir sobre a necessidade de nos envolver na vida política e usar os instrumentos disponíveis para participar das decisões que podem modificar a realidade social que nos envolve. Para fazer política ninguém precisa estar filiado num partido político, pois fazer política e participar daquilo que envolve interesses da comunidade e deve constituir a preocupação da pessoa livre, pois sua prática é a garantia da liberdade.

A Participação Cidadã é uma prática que reúne e integra pessoas conscientes de que, além de um projeto pessoal de vida, é necessário igualmente exercer um papel efetivo na construção coletiva da sociedade, de modo que se garantam os direitos fundamentais de cidadania e uma vida digna para todos, acabando com os abusos de autoridade que boa parte da população brasileira sofre de mãos de gente sem escrúpulo que se aproveita de sua posição social ou política para explorar os outros.

A partir daí podemos entender o sentido e a necessidade do Fórum da Cidadania em cada município, que é uma instância informal, de caráter suprapartidário e sem fins lucrativos, que reúne entidades, cidadãos e cidadãs que desejam exercer plenamente uma cidadania participativa de forma ativa, solidária e coletivamente organizada.

A missão de este organismo é mobilizar a comunidade para promover os direitos, deveres e responsabilidades da cidadania, visando a transformação social com qualidade de vida.

Mesmo diante de algumas dificuldades e desafios, ao longo deste Brasil encontramos exemplos que nos mostram que é possível fazê-lo realidade e que isso, aos poucos, tem melhorado a convivência social. Que estes exemplos possam ser um incentivo para que aos poucos seja constituído e de fato funcione este instrumento em cada município. As palavras do Cardeal D. Paulo Evaristo Arns são, sem dúvida, um elemento de reflexão a mais: “A pior forma de fazermos política é não fazermos nada, pois isso significa engrossar o partido dos que não querem que as coisas mudem”.