A resposta de Maria ao Anuncio do Anjo tem me levado hoje a refletir sobre nossas atitudes na vida do dia a dia. É uma ideia que está na minha cabeça desde a semana passada em que celebrando a festa de São José li um texto em que falava dele como o patrono dos anônimos. Diante disto me pergunto: será que ainda faz sucesso ser serva, escrava, anônimo, numa sociedade onde todo mundo quer ser o cara, vestir a camisa 10, onde ser protagonista é aspiração principal para a maioria?
Acredito na graça de Deus, mas não num deus que determina a vida de cada pessoa. Quando a pessoa da um fora acredito que Ele não gosta e as coisas não vão para a frente. Ele precisa de nossa colaboração, quer que a gente coloque as mãos na massa, que entre na Dele, mas deixando claro que o protagonista é Ele e que nós só somos atores/atrizes secundários, importantes para que a peça ou o filme faça sucesso, mas sem querer aparecer demais.
Ser serva, escrava, anônimo, secundário, não é ficar com o que sobra e sim escolha de quem quer viver de um jeito diferente e assim construir o Reino, em qualquer momento histórico, lugar, circunstância... Eu acredito nisso e tento leva-lo para minha vida do dia a dia. Nem sempre consigo, pois às vezes o ego toma conta da minha vida, mas na medida em que aos poucos vou assumindo essa dinâmica como elemento que movimenta minha vida possa dizer que sou mais feliz e me sinto mais perto de Deus, que é a fonte da Felicidade.
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