lunes, 8 de abril de 2013

A propósito da festa da Divina Misericordia

bedtime, AbrazoTem grupos de católicos, que se acham mais santos do que os outros, e sentem-se donos de coisas que fazem parte da vida da Igreja. A festa da Divina Misericórdia é uma delas. Para que experimentar a misericórdia de Deus se isso fica preso em nosso interior e depois não aparece em nosso jeito de nos relacionar com os outros? O desafio é sermos misericordiosos, agir para com os outros do jeito que Deus age com a gente, movido pelo grande amor que Ele tem para conosco, um amor, que em palavras do Papa Francisco na homilia de ontem, festa da Divina Misericórdia, "É um amor que não falha, que sempre agarra a nossa mão, nos sustenta, levanta e guia".
A reflexão, a oração, o louvor sobre a misericórdia de Deus só faz sentido na medida em que nos leva a ser cada dia mais misericordiosos com aqueles com quem dividimos nossa vida. O Reino não se constrói dentro do templo, e sim na sociedade, no mundo, na vida do dia a dia. É aí onde nossa, reflexão, oração, louvor, cobra sentido, pois nos leva a viver de um jeito diferente. Se isso nos conduz a nos acharmos melhores do que os outros e condená-los porque estão perdidos, não adiantou muita coisa nossa reflexão, oração, louvor.
A misericórdia deve ser uma atitude básica na vida do discípulo, que deve ser testemunhada a cada momento, em nosso jeito de nos relacionar com os outros. Imitemos a Deus, a Jesus Cristo que nos diz: Sede misericordiosos como também vosso Pai é misericordioso (Lucas 6, 36).

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