jueves, 25 de julio de 2013

Profundamente Mariano

Dom Raymundo Damasceno entrega a imagem de Nossa Senhora de Aparecida para o papa Francisco em missa no Santuário Nacional de AparecidaFrancisco está no Brasil e isso é motivo de alegria para grande parte do povo que mora no gigante sul-americano. O motivo principal da visita é a JMJ Rio 2013, mas o Papa, um homem profundamente Mariano, não quis deixar de visitar o Santuário Nacional de Aparecida, o maior santuário mariano do mundo, onde esta quarta-feira, 24 de julho, celebrará uma missa.
Mas para Francisco, como para toda a Igreja Latino-americana y do Caribe, Aparecida representa muito miss do que o lugar físico do Santuário, pois ninguém esquece que ali aconteceu entre 13 e 31 de maio de 2007 a V Conferencia General do Episcopado Latino.americano e do Caribe. No Documento Conclusivo, do qual o então cardeal Bergoglio foi relator, aparecem projetadas algumas das ideias y atitudes de quem visita de novo este lugar como Papa Francisco.
Em primeiro lugar, caberia destacar a ideia de Igreja Missionária, que já aparece recolhida no Título do Documento Conclusivo da Conferencia: «Discípulos Missionários de Jesus Cristo para que nossos povos N´le tenham vida», e sobre tudo no chamado que faz para «por à Igreja em estado permanente de missão» (DAP 551), e que desde o inicio de seu pontificado está presente nas palavras de Francisco: «Prefiro uma Igreja acidentada por sair, do que doente por encerrar-se» (Homilia da Vigília de Pentecostes da «Jornada com os movimentos, as novas comunidades, las associações e as organizações de leigos»). Esta ideia de missão tem se concretizado na Igreja Latino-americana na «Missão Continental», que tem feito parte da vida de muitas dioceses, paróquias e comunidades nos últimos anos, e que o cardeal Bergoglio tanto incentivou sendo arcebispo de Buenos Aires.
Una segunda ideia que aparece no Documento de Aparecida e que é uma constante na vida de Francisco são os pobres. No Documento aparecem referencias aos pobres em mais de sessenta parágrafos, com expressões como «opção preferencial pelos pobres», «Igreja que assume a causa dos pobres», «casa dos pobres de Deus» «presbíteros-servidores da vida: que estejam atentos às necessidades dos mais pobres». No encontro com os mais de seis mil jornalistas que haviam coberto o Conclave e que teve lugar no último 16 de março, o Papa faloo: «Como eu gostaria  de uma Igreja pobre e para os pobres», arrancando um forte aplauso dos presentes. Estas louvas das atitudes que mostram a simplicidade do Papa Francisco tem sido uma constante nestes primeiros meses de Pontificado e está sendo destacado pela mídia local nas primeiras horas no Brasil.
Aparecida e Francisco são duas caras una mesma medalha, de uma Igreja que quer ir ao encontro do povo a partir de uma vida pobre, como o melhor jeito de testemunhar a mensagem do Evangelho. (Tradução ao português de um artigo em espanhol que escrevi e foi publicado hoje, 25 de julho no diário espanhol "La Razón").

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