Acompanhar o que o Papa Francisco faz é motivo constante de surpresas, de atitudes inesperadas, de palavras surpreendentes. Nestes dias em que ele está no Brasil e podemos segui-lo mais de perto, podemos descobrir essa magia que ele comunica com sua simples presença, com esses gestos que fazem dele alguém diferente.
No dia em que ele chegou no discurso de Boas vindas dizia: "Aprendi que para ter acesso ao Povo Brasileiro, é preciso ingressar pelo portal
do seu imenso coração; por isso permitam-me que nesta hora eu possa bater
delicadamente a esta porta". Depois de cinco dias com a gente, podemos dizer que ele conquistou o coração dos brasileiros, de tantos que gostariam de recebe-lo em casa, "queria bater em cada porta, dizer “bom dia”, pedir um copo de água
fresca, beber um "cafezinho", não um copo de cachaça, falar como a
amigos de casa, ouvir o coração de cada um, dos pais, dos filhos, dos
avós.." dizia ao povo da favela da Varginha. Ele se sente acolhido, tem a confiança de saber que o povo brasileiro sempre está disposto a “colocar mais água no feijão”, um "povo brasileiro, sobretudo as pessoas mais simples, pode dar para o
mundo uma grande lição de solidariedade, que é uma palavra, esta,
solidariedade, frequentemente esquecida ou silenciada, porque é
incômoda".
Francisco coloca um desafio em nossa frente: "não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e mais solidário!
Ninguém pode permanecer insensível às desigualdades que ainda existem no
mundo", pois "a medida da grandeza de uma sociedade é dada pelo modo como esta trata
os mais necessitados, quem não tem outra coisa senão a sua pobreza".
Sejamos conscientes destes desafios, não deixemos passar mais uma oportunidade que Deus nos da para fazer realidade seu Reino. Entre todos podemos construi-lo, que deixe de ser um sonho e se torne uma presença em nosso meio.
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